O anúncio das medidas econômicas do Plano Mais Brasil, realizado na última terça-feira pelo ministro da Fazenda Paulo Guedes, repercutiu na Reunião Plenária da Alepe desta quinta. O deputado João Paulo Costa, do Avante, ressaltou a importância da redistribuição de recursos da União para estados e municípios, prevista na PEC do pacto federativo, estimada em 400 bilhões de reais em 15 anos.
Alberto Feitosa, do Solidariedade, apoiou as medidas e elogiou a política econômica do Governo Federal. “O Brasil hoje tem perspectivas muito positivas de nós vencermos a crise. É uma das menores inflações que o nosso país já viveu. É a menor taxa Selic desde a sua criação”.
Já o deputado Isaltino Nascimento, do PSB, afirmou que o Plano Mais Brasil visa a extinção do estado brasileiro, em especial pela flexibilização do piso de investimento em áreas como saúde e educação. “Essa é uma medida para banqueiro. O Governo chama de gasto a educação, chama de gasto a saúde. Só que a maioria do povo brasileiro não tem plano de saúde, não pode pagar uma escola privada, universidade privada”. Isaltino também repercutiu a reunião dos governadores do Nordeste, realizada na última quarta, no Recife. Ele destacou o anúncio de que a licitação conjunta para compra de medicamentos vai significar uma economia de mais de 48 milhões de reais aos nove estados da região.
Ainda em relação ao pacote econômico, Tony Gel, do MDB defendeu que o Governo do Estado crie equipes técnicas, em cidades-polo, para assessorar os municípios com menos de cinco mil habitantes, que poderiam ser extintos pela proposta.
O deputado João Paulo, do PC do B, leu a carta de um grupo da sociedade civil que é contrário à implantação de usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Itaparica. O documento manifesta preocupação com os impactos do empreendimento na vida, no trabalho, na cultura e o no desenvolvimento da população local.
Gustavo Gouveia, do Democratas, saudou a presença, no Plenário, dos estudantes do terceiro ano da Escola de Referência de Ensino Médio Pedro Bezerra de Melo, de Ibimirim, no Sertão do Moxotó.
Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas, do PSOL, fez um alerta sobre o preconceito e as violências sofridas pelas lésbicas. “Uma pesquisa da UFRJ informa que pelo menos 116 dessas mulheres foram assassinadas, no Brasil, entre 2014 e 2017”. A deputada ainda divulgou a realização de um seminário do mandato sobre lésbicas e bissexuais nesta quinta, na Alepe.
O deputado Joel da Harpa, do PP, celebrou a aprovação, em segunda votação na Câmara dos Deputados, na última quarta, da Proposta de Emenda Constitucional que cria as polícias penais.
Wanderson Florêncio, do PSC, lamentou a ausência do administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, na reunião da Comissão de Meio Ambiente, realizada na última quarta. O gestor foi convocado para explicar o programa de implantação de veículos elétricos no arquipélago. O parlamentar destacou que estudos apontam que a energia elétrica não é sustentável no local, já que depende da combustão de diesel. Wanderson informou que o administrador foi convocado novamente a comparecer ao Colegiado, na próxima quarta.
Waldemar Borges, do PSB, leu carta pública da ex-deputada Manuela D’ávila, do PC do B do Rio Grande do Sul, para a deputada federal Joyce Hasselman, do PSL de São Paulo. No documento, Manuela presta solidariedade à parlamentar, que foi alvo de ataques na internet em meio à crise do partido. Waldemar criticou os métodos dos apoiadores do presidente Bolsonaro, mencionando o uso da máquina pública para a disseminação de ataques e fake news.
Rogério Leão, do PR, lamentou o assassinato, nesta quinta, do ex-prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão do Pajeú, Francisco Gomes da Silva, conhecido como dr. Fanão. O deputado fez um apelo para que o crime seja investigado com rigor. Já Alberto Feitosa solicitou um minuto de silêncio em homenagem à vítima.
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